sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

CUIDADO COM O BEIJO



Ele pode transmitir doenças

Há alguns anos, os jovens e adolescentes adquiriram um hábito curioso e ao mesmo tempo preocupante: o de beijar mais de uma pessoa na balada sem compromisso; o famoso “ficar”. Mas a graça pode acabar rápido . “O beijo pode ser o fio condutor de uma série de doenças”, explica Valter Moura Ferreira, especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilo-facial.
A gengivite – infecção bacteriana transmissível, que provoca vermelhidão no contorno dos dentes, gengiva inchada e sangramento – teve sua incidência aumentada nos últimos anos provavelmente em decorrência deste hábito de beijar muitas pessoas. Se não tratada corretamente, na hora de um beijo pode provocar a contaminação de outras doenças, pois os vasos de sangue se rompem.
Outro exemplo de doença provocada por bactérias e transmissível pelo beijo na boca, é a famosa e temida cárie. Além das bactérias, o beijo também pode transmitir vírus causadores de doenças. Uma delas é a mononucleose, que recebeu como nome popular "doença do beijo". Os sintomas incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço.
O herpes labial provocado pelo vírus herpes simplex também pode ser contraído durante um simples beijo. O desconforto é grande, com bolhas e feridas nos lábios e pele ao redor da boca.O recado vem em boa hora, já que 30 milhões de brasileiros nunca foram ao dentista. “A pessoa só procura um especialista quando está realmente precisando; esse é o grande problema. A visita de prevenção é a mais indicada”, alerta Valter.
Namorados ou “ficantes” precisam dedicar parte de seu tempo para esse cuidado tão fundamental.

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